Estudantes de Barra Nova participam de palestra sobre sexualidade na adolescência

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Estudantes do ensino médio  e  da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Colégio Estadual Vitória Lima de Oliveira, em Barra Nova, distrito de Barra do Choça, sudoeste baiano, participaram na última quinta-feira (12/4), do projeto “Sexualidade, Educação e adolescência”, coordenado pelas professoras Geysa Novais Viana Matias e Tâmara Rocha Silva Dourado.
 O projeto contou com a participação de  convidados como o professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Danilo Ruas da Silva,  que ministrou palestra sobre “Doenças sexualmente transmissíveis” e também com a professora Coral Fortunato que ministrou palestra sobre “Métodos contraceptivos”.

O projeto se justifica a partir da reflexão de que a adolescência deve ser encarada como etapa crucial do processo de crescimento e desenvolvimento, cuja marca registrada é a transformação, ligada aos aspectos físicos e psíquicos do ser humano, inserido nas mais diferentes culturas. Nesse sentido a escola deve estar atenta e proporcionar ao educando reflexões acerca do seu cotidiano. O exercício da sexualidade na adolescência pode comprometer o projeto de vida e até a própria vida, quando estão em jogo a gravidez precoce, o aborto, as doenças sexualmente transmissíveis entre as quais a HIV/Aids.

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A educação sexual tem como proposta a prevenção, devendo ser adotada por todos os segmentos da sociedade, dentro dos mais rigorosos princípios éticos, de respeito a si mesmo e ao outro. A família é o primeiro lugar onde os jovens devem encontrar amparo para os questionamentos inerentes a cada fase de desenvolvimento. Desta forma, o modelo familiar deve funcionar como fator de proteção em que estão presentes o amor, compromisso, respeito, diálogo e também os limites a serem colocados assertivamente e nunca com autoritarismo. É necessário que o maior ensinamento seja o uso da liberdade vinculado à responsabilidade.

Em muitos casos a falta de diálogo no seio familiar, seja pela pouca disponibilidade de tempo devido aos afazeres cotidianos, seja pelos tabus impostos pela sociedade, deixa crianças e adolescentes acessíveis a outros meios de informação, como o rádio, a televisão, a internet, gerando muitas vezes a desinformação. O processo de construção educativo do ser humano, além da família, é feito também dentro da proposta pedagógica, conforme Lei de Diretrizes e Bases da Educação  nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, em seu Artigos 1o e 2o.

Muitos autores constataram que o fato das jovens terem aulas sobre sexualidade não influenciou a sua decisão de iniciar sua atividade sexual, havendo, porém, entre elas menor número de gestações indesejadas,  menor índice de doenças sexualmente transmissíveis e um cuidado maior com a higiene corporal. Diante desse panorama fica fácil concluir que os horizontes da escola devem ampliar-se cada vez mais, abrangendo conhecimentos sempre mais relevantes sobre adolescência e sexualidade.

A proposta da educação sexual desenvolvida no âmbito escolar deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Estes princípios estão devidamente amparados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN , sobretudo o que versa sobre orientação sexual que diz: Ao tratar do tema Orientação Sexual, busca-se considerar a sexualidade como algo inerente à vida e à saúde, que se expressa no ser humano, do nascimento até a morte. Relaciona-se com o direito ao prazer e ao exercício da sexualidade com responsabilidade. Engloba as relações de gênero, o respeito a si mesmo e ao outro e à diversidade de crenças, valores e expressões culturais existentes numa sociedade democrática e pluralista. Inclui a importância da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis/Aids e da gravidez indesejada na adolescência, entre outras questões polêmicas. Pretende contribuir para a superação de tabus e preconceitos ainda arraigados no contexto sociocultural brasileiro. (PCN. Orientação Sexual, p. 287).

Fonte:  Colégio Estadual Vitória Lima de Oliveira